segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Carta pessoal aos alunos

Não é agradável o clima para o primeiro post do ano... mas é importante registro histórico!
Essa foi a carta que enviei aos alunos, por email e pelo face, no dia 20 e 21 de fevereiro de 2014, após entrar na greve dos trabalhadores do Centro Paula Souza. Na minha unidade, a greve iniciou com maioria, mas em repentinas horas, após comunicado de corte de salário dos grevistas, somente 5 servidores mantiveram adesão ao movimento. Fica aqui o registro...

Prezados alunos,

Gostaria de expor minha posição referente à Greve no Centro Paula Souza, a fim de que possam compreender atitudes que precisam ser tomadas nos momentos certos.
Sou funcionária do CPS desde 2008, quando iniciei em ETEC. Logo de cara fui colocada como coordenadora de curso, e pude conhecer a parte administrativa internamente. Escolhi continuar na instituição, e sonhei que poderia ser para sempre na Fatec Capão Bonito. Há dois anos, nossas reivindicações foram aprovadas, em Decreto. Desde então, estamos claramente sendo usados como manipulação política do governo para ganhar votos. Não preciso destacar a dificuldade que uma Fatec tem de se manter, em vários aspectos, o que diretamente afeta a qualidade do ensino. E o número da expansão de unidades não pára de crescer!
Assim, caros alunos, quando foi deflagrada a greve geral pelo sindicato, foi o momento de demonstrar minha insatisfação, e de lutar por condições mais justas em termos trabalhistas. Somos os salários mais baixos no ensino profissional do estado de São Paulo (o mais rico do país), mas nesse momento, o que queremos é o Plano de Carreira que foi prometido, aprovado e engavetado!
Escrevo-lhes para informar minha posição, que afeta diretamente vocês, e agradecer por refletirem sobre esse momento.
O apoio de alunos é importante, pois fortalece o movimento. No entanto, o mais importante é a compreensão dos motivos que nos levam a tomar essa atitude, o que espero ter demonstrado.

Com muito respeito à vocês, obrigada!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

CLIMA_03_ A Atmosfera

1. A ATMOSFERA

Conjunto de gases, vapor d’água e partículas que envolve a superfície da Terra
Não há limite físico para a sua espessura
Meteorologia considera 80 km, sendo que a 20 km ocorrem os principais fenômenos atmosféricos
A vida existe na Terra devido às condições que a atmosfera terrestre propicia
Menor variação vertical e menor oscilação da temperatura entre dia e noite
Proteção contra a radiação solar

2. Composição e Propriedades

Praticamente constante até 80 km de altitude
Nitrogênio e Oxigênio são os componentes mais abundantes
Na camada homosfera (< 80 km) os gases estão bem misturados
Na camada heterosfera (> 80 km) os gases apresentam-se estratificados de acordo com o peso

3. Homosfera

Vapor d’água
O ar pode conter até 4% de água no estado gasoso
A água é a única substância que é encontrada nos três estados (líquido, sólido e gasoso) nas temperaturas da Terra
A mudança de estado pode liberar ou consumir calor, que pode ser transportado para grandes distâncias
Forte influência para a meteorologia (temporais, furacões e tornados)

4. Dióxido de Carbono (CO2)

Relacionado com o fluxo de energia que entra e sai da atmosfera (absorvedor de energia radiante)
Reciclagem natural entre o oceano, a atmosfera e a superfície terrestre
A quantidade de CO2 no fluxo (atmosfera) é menor do que o estocado
Quantidade de CO2 em áreas urbanas industrializadas é maior que a média global

4.1 Ciclo do Dióxido de Carbono (CO2) 


5. Ozônio (O3)

Variedade alotrópica do oxigênio (O3), gás tóxico e corrosivo
Concentração aumenta com altitude (25 km)
Grande absorção da luz ultravioleta do sol
Altas concentrações nas camadas baixas da atmosfera podem ocorrer devido às atividades industriais e queima de combustíveis fósseis = poluente

6. Estrutura Vertical da Atmosfera
6.1 Troposfera
Da superfície até as nuvens
75% da massa da atmosfera
Região de turbulência: gênese das nuvens, desenvolvimento e fim

6.2 Estratosfera
Até 50 km de altitude
A temperatura aumenta com a altitude (até 0 oC)
Presença de Ozônio (sub-camada de ozônio)
 Estratopausa: Camada de transição caracterizada por isotermia

6.3 Mesosfera
Até 80 km de altitude
Temperatura diminui com altitude
 Mesopausa: Camada de transição caracterizada por isotermia
Termosfera
Estende-se por centenas de quilômetros, cerca de 1000 km de altitude
Região mais quente da atmosfera (até 1800 oC)

CLIMA_02_ Métodos e Técnicas em Climatologia

Métodos e Técnicas em Climatologia

1. Estações Meteorológicas

Horário oficial Brasil: 9:00, 15:00 e 21:00 horas.
Estações: sinóticas, climatológicas e agrometeorológicas
Sinóticas: medições em horários padronizados internacionalmente (previsão do tempo)
Climatológicas: clima local
Agrometeorológicas: fornecem dados para subsidiar decisões agrícolas e florestais

2. Localização da Estação:

Áreas planas
Áreas abertas (clareiras)
Representativa das condições locais 
Distante de obstáculos e de fontes de poeira (ex. estradas, mínimo de 50 m de distância)

3. Estação Meteorológica Convencional:

Área mínima de 4,0 x 5,0 m
Cercada com tela de arame de 1,20 m de altura
Dimensão maior no sentido Norte-Sul
Piso coberto de grama, verde e aparada
Pluviômetro (precipitação)
Temperaturas máxima (mercúrio) e mínima (álcool)
Psicrômetro (umidade do ar)
Anemômetro (direção e velocidade do ar)

Para melhorar o nível das informações:
Termo-higrógrafo (registra continuamente a temperatura e a umidade relativa do ar)
Barógrafo (pressão atmosférica)
Heliógrafo (horas do brilho solar)
Termômetro de relva (mede temperatura na superfície do solo)

Obrigatoriamente:
Abrigo meteorológico feito de madeira, com laterais venezianas e piso vazado (ripas) para livre circulação do ar e pintado de branco.
Termômetro, psicrômetro e termo-higrógrafo
Porta abrir para o Sul e o piso a 1,20 m de altura em relação ao solo

4. Estação Meteorológica Automática

Registra automaticamente os dados
Intervalo de tempo pode ser planejado segundo a necessidade
Armazena para um coletor de dados ou envia automaticamente a uma central de dados (sinais de rádio)
Não necessita de abrigo meteorológico pois trabalha com sensores

5. Principais diferenças:

5.1 Convencional
Observador diário
Baixo custo de implantação (relativamente)
Local apropriado
Instalações adequadas

5.2. Automática
Observador semanal
Manutenção dos sensores
Alto custo de implantação
Local seguro
Qualidade e funcionamento


CLIMA_01_ INTRODUÇÃO A METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA FLORESTAL

CONCEITOS INICIAIS

1. O que é a Terra?
2. Universo - 10 a 20 bilhões de anos
3. Origem do Universo: Dogma Religioso (Deus criou o universo) e Dogma Científico (Teoria do “Big Bang”)
4. Sistema Solar
5. Planeta Terra: 5 bilhões de anos
6. Atmosfera terrestre => fenômenos meteorológicos

7. Ciências meteorológicas
Meteorologia física: temperatura, pressão, precipitação, etc.
Meteorologia dinâmica: movimentos e alterações
Meteorologia sinótica: observações simultâneas com finalidade de previsão do tempo
Meteorologia agrícola: interações entre atmosfera, plantas e animais com finalidade econômica (alimentação)
Meteorologia florestal:  interações entre atmosfera, plantas e animais com finalidade econômica (produção florestal madeireira e não madeireira)
Climatologia: estatística das variáveis meteorológicas e suas inter-relações (médias, frequências, variações, distribuição geográfica)


  • Meteorologia: Estuda os fenômenos que ocorrem na atmosfera.

Interações com a superfície terrestre adjacente
Estado médio da atmosfera em um certo período e em determinado lugar
Física e matemática


  • Climatologia

Estudo científico do tempo
Síntese do tempo em determinado lugar, durante um extenso período – mínimo de 20, 30 anos
Características do tempo por observações contínuas durante um longo período
Estatística

8. Breve histórico

Primeiras Referências:

Tales de Mileto (600 A.C.): previu uma excelente colheita de azeitonas com um ano de antecedência.
Hipócrates (400 A.C.): “Climatologia médica”
Aristóteles (350 A.C.): “Meteorológico”
Theophrastus (300 A.C.): ventos e indicadores do tempo

Renascimento -> em diante:

Leonardo da Vinci (1500): catavento
Galileu (1592): termômetro
Castelli (1639): pluviômetro
Torricelli (1643): barômetro
Duque de Toscana (1650): primeira estação meteorológica
Fahrenheit (1714) e Celsius (1736): escalas de temperatura
Pilot (1732): medição instantânea do vento
Hadley (1735): ventos dominantes e rotação da Terra
Lambert (1769): higrometria
Six (1781): termômetros de máxima e mínima
Beaufort (1805): escala de força do vento
August (1825): idealizou o psicrômetro
Bjerknes (1922): teoria das frentes polares

1800 -> Balões meteorológicos

Estações meteorológicas automáticas remotas, imagens de satélites, computadores para processamento de dados (séries históricas), modelagem matemática

9. Importância para a silvicultura

Influência dos fenômenos meteorológicos na produtividade, fenologia, processos ecossistêmicos
Biosfera, hidrosfera, litosfera
Influência direta sob plantas, animais e solo
Distribuição geográfica das espécies
Zoneamento de uso do solo ou ecológico-econômico
 Mudanças climáticas
Ciclo natural de eras glaciais: 100 mil anos
Carência histórica de dados (ou falta de precisão)

MBH_02_ Seminário 1

Roteiro de Trabalho - Manejo de Bacias Hidrográficas

Seminário 1 - Elaboração de diagnóstico de microbacia hidrográfica

O aluno deverá escolher uma microbacia, a partir de mapa na escala 1:50.000, delimitar o desenho e apresentar as características hidrológicas: área, perímetro, declividade, densidade de drenagem, ordenamento de canais, vazão máxima estimada (TR=100 anos), vazão média e vazão mínima ecológica. O diagnóstico deve ser baseado em imagem de satélite e comprovação de campo, identificando o uso do solo e os principais impactos para a qualidade e quantidade de água da microbacia. Também deverá considerar as características bióticas e abióticas para o diagnóstico.
O método para cálculo da vazão máxima indicado é o Método Racional. A vazão média e mínima ecológica pode ser obtida pela regionalização hidrológica. No link: http://www.sigrh.sp.gov.br/cgi-bin/regnet.exe?lig=podfp , é possível obter o resultado a partir dos dados: coordenada da bacia, área e meridiano central (este último é indicado na legenda da carta 1:50.000). No site http://www.sigrh.sp.gov.br, que pertence ao Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos do estado de São Paulo, existem vários documentos que podem ser consultados, inclusive do comitê de bacia do Alto Paranapanema.

Precipitações Máximas para Capão Bonito - SP
série histórica: 1971 - 1989
Duração da chuva (min)
TR = 100 (mm/min)
10
2,645
20
1,972
30
1,609
60
1,115
120
0,661
180
0,454
360
0,269
720
0,144
1080
0,097
1440
0,083


Guia Prático do DAEE - para roteiro dos cálculos

MBH_01_ Prova 1

Oi pessoal,

Como vocês já sabem, a disciplina Manejo de Bacias Hidrográficas possui um nome de referência muito importante no Brasil, o Prof. Walter de Paula Lima.
É dele a apostila que é referência básica para a disciplina (praticamente idealizada e criada por ele mesmo...).
A apostila pode ser obtida em www.ipef.br/hidrologia/hidrologia.pdf

A segunda referência importante para os estudos é o livro As Florestas Plantadas e a Água. que o professor organizou com a Zezé (Maria José Brito Zakia). O link da editora é: http://www.livrariarima.com.br/produto/53192/As-Florestas-Plantadas-e-a-Agua---Implementando-o-Conceito-de-Microbacia-Hidrografica-como-Unidade-d

Espero que gostem dessas referências tanto quanto eu!

Bons estudos!

LEGIS_05_ Licenciamento Ambiental no Estado de São Paulo

Olá pessoal,

Neste tópico considerem os links:

Para outorga de uso de recursos hídricos (DAEE) - http://www.daee.sp.gov.br/
Para intervenção em APP, corte de árvores, manejo florestal, qualidade de água, ar ou solo, entre outros (CETESB) -  http://www.cetesb.sp.gov.br/licenciamento/licenciamento-ambiental/1-pagina-inicial
Espécies e metodologia de recuperação florestal - Resolução SMA 08/2008 - www.ibot.sp.gov.br/pesquisa.../resolucao_SMA08-31.1.2008.pdf‎
Descrição dos estágios de regeneração - Resolução CONAMA 01/1994 - http://licenciamento.cetesb.sp.gov.br/legislacao/federal/resolucoes/1994_Res_CONAMA_1.pdf
Guia Prático do DAEE para cálculos - http://www.daee.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=124:guia-pratico&catid=41:outorga

E bons estudos!